FANDOM


Tales of Phantasia
Topcover
Informações
Lançamento NA 06 de Março de 2006 (GBA)
Lançamento JP 15 de Dezembro de 1995 (SFC)
23 de Dezembro de 1998 (PSX)
01 de Agosto de 2003 (GBA)
07 de Setembro de 2006 (PSP)
Lançamento PAL 31 de Março de 2006 (GBA)
Produção {{{publisher}}}
Plataforma Super Famicom
Playstation
GameBoy Advance
Playstation Portable
Battle System Linear Motion Battle System
Modos Single player
Tema musical The Dream Will Not Die de YO-MI
Classificações Cero: B
ESRB: Teen (13+)

Tales of Phantasia é o primeiro jogo da série Tales e foi lançado pela Namco em 1995 para o Super Famicom, introduzindo o famoso sistema de batalhas da série conhecido como Linear Motion Battle System que viria a receber diversas atualizações no futuro.

O protagonista é Cless Alvein, junto a seus companheiros: Chester Barklight, Mint Adnade, Klarth F. Lester, Arche Klaine, e no remake do Playstation, Suzu Fujibayashi. eles lutam contra Dhaos, o Rei Maligno, e viajam no tempo para salvar o mundo.

PersonagensEditar

A lista de personagens de Tales of Phantasia pode ser vista em Tales of Phantasia: Personagens.

EnredoEditar

Editar

Tales of Phantasia começa mostrando uma heróica batalha entre quatro guerreiros desconhecidos e um poderoso mago, Dhaos, cujo resultado mudou o destino do mundo. Os guerreiros se sairam vitoriosos, mas Dhaos escapou viajando através do tempo. No entanto, quatro diferentes heróis esperam por ele: eles selam Dhaos, que está enfraquecido, utilizando o poder de dois pingentes, e trazem a paz de volta ao mundo.

HistóriaEditar

Na vila de Toltus, dez anos após os acontecimentos onde Dhaos fora selado, um jovem aprendiz de esgrima chamado Cless Alvein e seu melhor amigo Chester Barklight saem para caçar. A vila é então destruida por um cavaleiro negro de nome Mars e seus soldados. Todos os moradores são mortos no ataque, incluindo a irmã de Chester e os pais de Cless. Enquanto Chester fica de luto, Cless jura vingança. Ele decide ir até a cidade de Euclid, onde sua mãe o mandou ir antes de morrer. Os dois amigos se separam e decidem se encontrar mais tarde em Euclid.

Após sua chegada em Euclid, Cless Alvein é traído por seu tio e jogado em uma sela, capturado por Mars. A relíquia de sua família, um pingente recebido de seu pai Miguel é tirado de Cless, mas ele não sabe do significado desse pingente em manter Dhaos selado, nem que seu pai foi um dos quatro guerreiros que o selaram.

Cless conhece Mint Adnade na cadeia, onde ela decide se juntar a Cless e ajudá-lo a escapar. Logo depois, eles encontram Chester novamente na casa de Trinicius D. Morrison, outro dos quatro guerreiros. Trinicius informa o grupo que ele era conhecido próximo dos pais de Cless e da mãe de Mint, e que eles haviam se unido para selar o grande mal. Ele se choca ao ouvir que o pingente de Cless foi roubado e imediatamente corre para um mausoléu próximo. Cless, Mint e Chester deduzem que Mars deve estar lá e seguem Trinicius escondidos. Infelizmente, Mars consegue libertar Dhaos utilizando os pingentes antes que Trinicius e o grupo consiga impedí-lo. Sem esperança de lidar com o todo poderoso Dhaos, Trinicius tenta enviar Cless, Mint e Chester um século ao passado para que aprendam mais sobre Dhaos e encontrem uma forma de derrotá-lo antecipadamente. Após matar Mars, Dhaos ataca a party com magias, e Chester corre para acobertar o grupo. Chester e Trinicius ficam para trás para sofrer a ira de Dhaos. Mint e Cless chegam salvos ao passado com apenas um arco quebrado e um diário para lembrá-los de sua missão.

Tobt

Tales of Phantasia mostrou ao mundo o inovador LMBS

Desenvolvimento (Spoilers)Editar

No passado, Dhaos ainda espalha caos e prepara-se para uma guerra iminente contra as duas maiores nações habitadas por humanos - Alvanista e Midgards. Isso aconteceu noventa e quatro anos antes que ele fosse selado. Nesse período, a maldição de Dhaos se espalha pelo mundo, e ele até controla o príncipe da família real de Alvanista. O grupo descobre que a única forma de combater Dhaos é utilizando magias, mas nem Cless nem Mint pode usar artes mágicas - apenas elfos e meio-elfos podem usar as poderosas magias. No entanto, eles logo conhecem Klarth F. Lester, um pesquisador da arte de invocação, e Arche Klaine, uma meio-elfa, que unem-se ao grupo. Como Klarth estuda a invocação de seres mágicos ou espíritos elementais, e um dos únicos humanos capazes de, indiretamente, usar mágica, formando pactos com Summon Spirits através de aneis especiais e invocando-os em batalha. Ele sugere que o espírito Luna pode ser útil e por isso o grupo atravessa o mundo até os desertos de Freyland, as profundidades das cavernas dos anões de Morlia Gallery e nas cavernas subterrâneas e mais altas montanhas em busca de anéis e espíritos para ajudá-los na luta contra Dhaos.

O grupo acaba chegando em Midgards e consegue ajudar a ganhar o conflito chamado de Valhalla War contra o exército de monstros de Dhaos. Eles vão até o castelo de Dhaos com esperanças de restaurar a paz mundial e vingar a morte de seus companheiros e familiares. Chegando a sala do trono, após uma batalha épica contra Dhaos, ele consegue escapar. A batalha está ganha, mas não a guerra.

Cless e Mint, agora acompanhados de Klarth e Arche, retornam ao seu tempo para impedir Dhaos (que com o fluxo temporal alterado, está vivo) de matar Trinicius e Chaster no mausoléu, e uma nova luta acontece. Desta vez, Dhaos é rendido inconsciente e a caverna começa a desmoronar. O grupo escapa e decide que, como Dhaos está provavelmente morto, a batalha acabou, logo Klarth e Arche podem retornar ao seu tempo no passado. Mas neste momento, um viajante temporal aparece do futuro para informá-los que Dhaos ainda está vivo e aterrorizando o futuro. Cless e seus companheiros imediatamente viajam cinquenta anos no futuro para acabar com Dhaos de uma vez por todas.

Topsfc

A versão original do Super Famicom apresentava sprites estranhos.

Com o avanço da jornada, Cless, Mint, Arche, Klarth e Chester (nas versões mais novas, Suzu Fujibayashi também pode ser recrutada no futuro) descobrem a Eternal Sword, uma espada considerada a única arma capaz de eliminar Dhaos. Com ela em mãos, o grupo adentra o castelo flutuante de Dhaos, invisível àqueles que não carregam a Eternal Sword. Ao alcançar o topo, eles batalham contra Dhaos mais uma vez, e descobrem que ele é muito mais do que um simples mago. Dhaos veio de outro mundo na tentativa de salvar a Árvore da Vida (The Tree of Life) Yggdrasil, que está murchando e morrendo; a Mana que a árvore escoa é de extrema importância para a sobrevivência do planeta, Derris Kharlan. Cless e os outros então retornam para a árvore e a Deusa Martel lhes explica as circunstâncias de Dhaos. Os protagonistas do jogo percebem que, no final das contas, Dhaos estava meramente tentando salvar seu povo; ao derrotá-lo, eles amaldiçoaram seu mundo. Finalmente, Suzu vai para casa e Klarth e Arche retornam para seu tempo. Após a despedida, Martel decide formar uma Mana Seed e viaja para o planeta de Dhaos para salvar sua Tree of Life. Na versão do Super Famicom, Martel une-se ao corpo de Dhaos para formar a semente, mas nas versões posteriores, Martel envia a Mana para o espaço com apenas Dhaos e na versão do GBA, Mint cria uma barreira sobre a Yggdrasil antes de ir embora, para que uma Mana Seed possa ser formada.

ControvérsiasEditar

COLOR

Design original dos personagens de Tales of Phantasia

Quando Tales of Phantasia começou a ser produzido, o artista Yoshiaki Inagaki era o responsável pela aparência dada aos personagens. Pouco tempo antes do lançamento do jogo, foi decidido que os desenhos de Kosuke Fujishima seriam mais adequados, mas não houve tempo para que os sprites dos personagens fossem refeitos, apenas as imagens na tela de status. Os sprites foram, no entanto, adaptados nas versões posteriores, e até ganharam um novo visual mais polido na versão do PSP.

Versões de Tales of PhantasiaEditar

Super FamicomEditar

Lançado no final de 1995, Tales of Phantasia é considerado um avanço para o seu tempo. Possuia gráficos que utilizava os limites do seu console, um sistema de batalhas viciante e original jamais visto (o Linear Motion Battle System) e a adição de vozes. Foi também o primeiro e único jogo de SFC a trazer uma música tema original, inteiramente cantada, direto dentro do jogo.

Remake do PlaystationEditar

Toppsx

No remake, mapa do mundo foi totalmente refeito em 3-D.

Lançada no final de 1998, um ano após o lançamento de Tales of Destiny, essa versão não foi um simples relançamento da versão de SFC, mas uma versão completamente refeita e melhorada. O sistema de batalhas foi substituído pelo E-LMBS de Tales of Destiny e uma abertura completamente em anime foi adicionada, assim como outros videos, novas sidequests, habilidades, itens, a possibilidade de jogar com uma nova personagem (Suzu Fujibayashi), o sistema de cozinha que se tornou tão popular na série e Skits completamente dublados.

GameBoy AdvanceEditar

Em 2003, a Nintendo lançou um port de Tales of Phantasia para o GBA. Essa versão combinou vários elementos da original do SFC e do remake de PSX em apenas um jogo. Os sprites e gráficos de batalha foram baseados no remake, mas a cena de abertura e os gráficos dos mapas e cidades foram reciclados da primeira versão. A imagem também foi clareada para compensar pela tela escura do GBA original, que não tinha luz interna, o que fez com que os gráficos parecessem inadequados nos novos portáteis iluminados. A versão de GBA trouxe algumas novas sidequests e a maioria dos elementos adicionados no remake.

A localização inglesa foi avaliada terrivel por muitos especialistas, por causa de nomes modificados, como Cless para Cress, e erros de tradução, como Ragnarok para kangaroo. O tema musical The Dream Will Not Die foi tirado do jogo e substituido por um remix do tema do mapa do mundo. Além disso, a falta de qualidade do harware significa que a música teve de ser refeita pelo mixer do software, com qualidade consideravelmente inferior que as versões anteriores.

Playstation Portable (PSP)Editar

Um port para PSP chamado Tales of Phantasia ~ Full Voice Edition foi desenvolvido pela Mineloader Software e lançado no Japão em Setembro de 2006. Essa versão do jogo foi baseada no remake do PSX e contém dublagens completamente refeitas e que agora são usadas na maior parte dos acontecimentos do jogo. Essa versão também traz novas animações de batalha para os personagens principais, contendo proporções menos exageradas, bem similar aos jogos posteriores da série, como Tales of Eternia. A versão para PSP também inclui um sistema de GRADE, que também é própria dos jogos que vieram depois.

Outros DetalhesEditar

Tales of Phantasia surgiu na América através de uma tradução não oficial da versão do Super Famicom, feita pelo grupo de traduções DeJap. Essa versão foi posteriormente retraduzida para mais de 10 idiomas, incluindo o português, e por isso ficou muito conhecida. Há, no entanto, vários trechos inadequados e mal traduzidos, como a famosa fala "I bet she fucks like a tiger" dita por Klarth. A versão do Playstation foi traduzida para o inglês por Absolute Zero, e uma outra tradução está sendo produzida pela Phantasian Productions. A versão para GBA foi traduzida e lançada comercialmente em 2006 tanto na Europa quanto na América do Norte, embora muitos fãs a considerem uma versão inferior, com uma tradução mal-feita.

Esse jogo também originou um OVA de 4 episódios que foi sendo lançado irregularmente no período de 2004 até 2006.

O conteúdo da comunidade está disponível sob CC-BY-SA salvo indicação em contrário.